O futebol como um fenômeno da cultura brasileira

As coisas só acontecem por acaso, necessidade ou vontade nossa! Epicuro - filósofo.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Complexo de inferioridade

Treze acha que o cajá do vizinho
 é mais doce que o nosso

Dentre as inúmeras coisas detestestáveis deste mundão de meu Deus, uma, em particular, me dá urticárias: o complexo de inferioridade. Isto é: o sujeito achar que, por alguma razão da sua condição humana, ele vale menos do que seu semelhante. Isto transposto para a prática das condutas humanas é o seguinte: se o sujeito vê um cara com aquela bela garota que sempre quiz, não tem problema; é o cara que é mais bonito, mais inteligente, mais gostosão etc. Você é que é um energúmeno, um incompetente, um incapaz, um nerd, uma merda! Tudo bem, as coisas são assim mesmo, o negócio é baixar a cabeça e se contentar com a superioridade dos outros, afinal sempre existirão os fracos e os fortes, os bons e os maus, os melhores e os piores. Você, claro, por uma razão que desconhece – e, claro, não se esforça para conhecer –, por azar do destino está do lado dos piores. Então fazer o quê? Nada, além de louvar e elogiar os outros, esquecendo-se de suas potencialidades. No geral, essa postura se expressa naquilo que o colega blogueiro, Tiago Medeiros, resumiu na mania do sujeito “sempre achar mais doce o cajá do vizinho”.
Pois bem! Trazendo isso para o campo do futebol temos o seguinte: o Treze, que gastou R$ 20 mil para trazer arbitragem de fora da Paraíba para trabalhar no jogo decisivo contra o Botafogo, domingo (09), tendo por trás a idéia de que a nossa arbitragem é incompetente, desonesta, incapaz, uma merda, acabou “contratando” um profissional que atualmente está em baixa, na geladeira da arbitragem brasileira. Tudo isso por causa de uma arbitragem desastrosa - criminosa - que fez no jogo válido pela segunda partida semifinal do Campeonato Mineiro de Futebol deste ano, entre Cruzeiro e Ipatinga. Na oportunidade, ele deixou de marcar dois pênaltis claríssimos, cristalinos, a favor do Ipatinga e foi suspenso por tempo indeterminado pela Comissão de Arbitragem da Federação Mineira de Futebol. Não fosse sua arbitragem desastrosa, o campeão mineiro deste ano poderia ter sido outro e não o Galo, para lembrar uma correlação alvissareira com o jogo de domingo, também decisivo para o campeonato paraibano. Como a escolha do árbitro consta que foi decidida em sorteio realizado ontem pela Comissão de Arbitragem da CBF, o fato torna-se irônico.
Paga-se para trazer um árbitro de fora na suposição de que o “o cajá do vizinho é mais doce que o nosso” e amarga-se uma vergonha. Como se sabe, o comportamento provinciano é sempre acompanhado do complexo de inferioridade. E já disse: quem se acha inferior, acaba sendo inferior mesmo. Vamos aguardar os acontecimentos. Sim, o nome do sujeito, aliás, do tal árbitro, é Ricardo Marques Ribeiro (foto acima), que pertence ao quadro da Fifa. No jogo de domingo, contra o Belo, ele será auxiliado pela paulista Maria Elisa Barbosa e pelo também mineiro Marcelo Eustáquio. A Maria Elisa Barbosa é aquela auxiliar que invalidou um gol legalíssimo do Santo André na final do paulistão contra o Santos, fato que influiu radicalmente na conquista do título pelo Santos e não pelo Santo André, que só precisava de  mais um gol para levar a taça.





Um comentário:

Toni disse...

Ola, Edonio.
Vi seu blog em pesquisa pela net, muito bom! Voce publicou um texto do Aldir blanc sobre as peladas, etc. Entou montando uma exposicao de caricaturas sobre personalidades que pensaram o futebol. Sabe a fonte do texto - se foi publicado em jornal, qual jornal...?

Deixo o convite para meu blog

www.acaricaturadobrasil.com.br

deixo meu email
tonidagostinho@acaricatura.com.br

obrigado e grande abraco.