O futebol como um fenômeno da cultura brasileira

As coisas só acontecem por acaso, necessidade ou vontade nossa! Epicuro - filósofo.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Campeonato Paraibano_2º turno_Primeira rodada



Caiu a invencibilidade
CSP VENCE O BOTAFOGO COM A COLABORAÇÃO
DO GOLEIRO GENIVALDO NA REESTREIA DO 2º TURNO
Foto: globoesporte.com/paraíba
Atacantes do CSP comemoram a quebra da invencibildade do seu maior rival na vitória por 2 a 1
 Botafogo e CSP fizeram ontem (10), no estádio da Graça, em João Pessoa, a partida de abertura do segundo turno do campeonato paraibano envolvendo um dos clássicos da capital. Vencedor da primeira fase e invicto na competição, o Belo era de longe o favorito. Mas o Tigre não foi manso e tirou a tão orgulhosa invencibilidade do adversário. Com uma tarde infeliz do goleiro Genivaldo (tomou dois frangos inexplicáveis) somada aos gols de Leandro e Rafael Paraíba, o CSP venceu o Botafogo por 2 a 1. O volante Izaías diminuiu para o Bota.

Ambas as equipes não começaram a partida com muita disposição. O Tigre tinha mais posse de bola, enquanto o Belo marcava e neutralizava o pouco ameaçador adversário. Mas as melhores chances da primeira etapa foram mesmo do CSP. Aos 25 minutos, André Lima recuou a bola para o arqueiro Genivaldo que se atrapalhou e não conseguiu afastar. Aproveitando o vacilo, Leandro chegou para tomar a bola e acabou marcando o primeiro gol do jogo.

Com pouca eficiência, o time da estrela vermelha foi atrás do empate. Somente aos 45 minutos o objetivo foi alcançado. Em bola cruzada na área, Izaías subiu sozinho e empatou a partida. Após o gol, os jogadores botafoguenses comemoram o tento perto do goleiro do Tigre, Ferreira, e ele agrediu o autor do gol. Após muita confusão, o árbitro José Renato não puniu o atleta e cometeu o seu principal erro entre muitos da equipe de arbitragem.

Na segunda etapa, o Belo voltou um pouco melhor e com mais vontade de virar o duelo. Entretanto, o dia não era mesmo do Belo. O técnico Marcelo Vilar acabou perdendo o volante Hércules, o atacante Wanderley e o centroavante Warley por problemas de contusão. Além disso, Genivaldo, que assumiu a braçadeira de capitão depois da saída do camisa 9, acabou protagonizando a sua segunda e mais bizarra falha. Rafael Paraíba chutou fraco de longe e o goleiro acabou engolindo um “frango”. Era a virada do Tigre, que garantia a vitória e a quebra da invencibilidade do Belo.

Na próxima rodada, o CSP encara o Auto Esporte na quarta-feira (13) pela segunda rodada do segundo turno. A partida está marcada para as 20h30, na arena da Graça. No mesmo local, um dia depois, o Botafogo-PB volta a campo para jogar contra o Sousa. O duelo está marcado para as 20h30.

OUTROS RESULTADOS

Tendo a chance de superar o Botafogo em números de pontos, nesta rodada (a diferença entre os dois é só dois pontos), uma vez que o Belo perdeu o clássico para o CSP, o Treze não soube aproveitar a oportunidade. Perdeu de 1 a 0 para o Auto Esporte em sua estreia no segundo turno do estadual, em pleno Presidente Vargas. Já em Sousa, o Dinossauro do Sertão bateu o Nacional de Patos por 2 a 0. O Campinense e o Atlético de Cajazeiras não jogaram ontem porque a partida entre os dois foi adiada em função da Raposa estar disputando as finais do campeonato do Nordeste. Na primeira delas, realizada ontem em Arapiraca, contra o ASA, o Campinense venceu por 2 a 1 e colocou a mão na Taça e no virtual título do Nordestão deste ano.

domingo, 10 de março de 2013

Campeonato do Nordeste_ANÁLISE


 
Alvíssaras à Raposa feroz

 
Por Edônio Alves

A expressão com a qual inicio o título deste texto de hoje significa, conforme preconiza o dicionário, "prêmio ou recompensa que se concede a quem anuncia boas novas ou entrega coisa que se perdera". Foi a forma mais adequada que encontrei de render aqui, neste espaço, minhas homenagens à campanha do Campinense Clube, neste campeonato do Nordeste, cujas partidas decisivas e finais se iniciam hoje, com o jogo entre o clube serrano e o ASA de Arapiraca, nas Alagoas. A finalíssima mesmo acontece no próximo domingo, em Campina Grande, com o jogo de volta entre esses mesmos dois clubes, só que agora no estádio Amigão, a casa da Raposa da serra da Borborema, algo que premia a sua melhor campanha no certame em comparação com o seu adversário.

Mas trago o nome do Campinense aqui, hoje, não apenas para parabeniza-lo pelo fato de representar o futebol paraibano nesse feito inédito de chegar às finais do principal torneio da região, o Campeonato do Nordeste, que este ano está na sua décima edição e que vai, no próximo domingo, apresentar ao Brasil o melhor time do futebol nordestino em atividade, neste primeiro semestre do ano. Seja o ASA, da cidade de Arapiraca, em Alagoas, ou o Campinense, de Campina Grande, na Paraíba, o fato é que a geopolítica do futebol regional esse ano deu uma guinada e ao invés de destacar os estados de Pernambuco e Bahia, que sempre dominaram as conquistas do Nordestão, apresenta, ao invés, nesta temporada, os estados de Alagoas e da Paraíba como as unidades federativas que melhor praticam o futebol profissional por essa parte do País.

E não é à toa, essa revelação de cenário novo que sairá das finais do Campeonato do Nordeste.

            Tanto o ASA quanto o Campinense são clubes nordestinos cujas trajetórias históricas e tradição justificam e muito a posição a que chegaram este ano, carregando consigo a história e a vacilante tradição do futebol dos seus estados. É sobre este ponto que vou me deter agora, deixando de lado o ASA de Arapiraca e tentando focar no nosso caso local do Campinense Clube e do futebol paraibano, neste contexto regional.

            O Campinense Clube foi fundado em 1915 como clube social na cidade de Campina Grande, mas só em 1954 é que o seu departamento de futebol começou a funcionar de fato. O profissionalismo, no entanto, só veio em 1958 e apenas em 1960 é que o clube disputou seu primeiro campeonato estadual. A partir daí, ganhou seis campeonatos seguidos e tornou-se o único hexacampeão do Estado, com uma sequência de títulos que joga na cara dos adversários sempre que tentam diminuir a sua importância como clube de futebol na Paraíba.

             Além disso, o Campinense Clube foi também o primeiro clube paraibano a disputar uma competição de caráter nacional: a Taça Brasil de 1961. Onze anos depois, em 1972, venceu a então segunda divisão do Campeonato Brasileiro e a partir daí seguiu a história de altos e baixos do próprio futebol paraibano, história essa que se resume a médios e péssimos momentos, seguindo uma curva de sinal que ora sobe, ora desce, conforme apontam as atuações vacilantes dos seus dirigentes e administradores.

            Vamos, contudo, ao ponto dessa curva em que o Campinense está no momento e com ele mostrar as boas novas que este fato parece conter se quisermos vislumbrar, a partir dele, um cenário melhor para o futebol paraibano, no contexto nacional. É que alguns fatos, além desse, conflui para isso, creio eu. Vamos a eles: se o Campinense vencer o Nordestão, a Paraíba volta a contar no futebol brasileiro. Ademais, será, por isso mesmo, forte candidato a disputar o estadual desse ano contra Treze e Botafogo, já classificados para o quadrangular final do paraibano de 2013. O Treze já está na série C do segundo semestre desse ano e o Botafogo, que tem hoje um time de respeito - foi o campeão do primeiro turno do estadual invicto - só aguarda com quem decidir o campeonato. Se vencer, estará na Série D do ano que vem junto com a participação garantida no próximo Nordestão, mesmo que só seja vice-campeão estadual.

            No plano administrativo, o Governo do Estado está reformando os nossos grandes estádios de futebol e dotando-os de capacidade e condições de figurarem entre as boas praças de esporte do País. Os dois principais mandatários do poder executivo estadual - o governador e o prefeito da capital - são esportistas natos e torcedores do mesmo time, o Botafogo, clube que está em ascensão e sob uma administração profissional de fato. Ou seja: que este provável título do Campinense - se vier - seja um emblema mensageiro de boas novas para o futebol do nosso Estado.
 
 

 

 

           

 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Campeonato Paraibano_ Décima quarta Rodada


Campeão simbólico
BOTAFOGO EMPATA COM O AUTO ESPORTE
 E SE FIRMA NA LIDERANÇA DO ESTADUAL
 
Time do Belo que encerrou o primeiro turno do Paraibano invicto e com o título simbólico
Já classificado para às semifinais do Campeonato Paraibano Chevrolet 2013, o Botafogo empatou com o Auto Esporte, por 1 a 1, e encerrou a primeira fase do estadual sem derrota. Foram 14 jogos, sendo dez vitórias e quatro empates.
O clássico aconteceu na tarde deste domingo (03), no Estádio da Graça, em João Pessoa. Todos os gols da partida foram marcados no segundo tempo, sendo o primeiro do experiente Warley, para o Botafogo, e o outro de Carlos Alberto, do Auto Esporte. O resultado deixou os donos da casa em primeiro lugar na tabela de classificação até aqui, com 34 pontos. O rival ficou em quinto, com 16.
A 14.ª rodada começou na quinta-feira, quando o Paraíba derrotou o Cruzeiro, por 4 a 3, fora de casa. O detalhe é que os dois times entraram em campo já rebaixados para a Segunda Divisão. Já na sexta-feira, o Atlético de Cajazeiras venceu o Nacional, por 2 a 1, e se manteve em quarto lugar.
O último jogo da rodada será entre Treze e CSP, que jogam nesta segunda (04), às 20h30, no Presidente Vargas. Os dois entram em campo cumprindo tabela, uma vez que o primeiro é vice-líder e não alcança mais o líder Botafogo (34 a 29 pontos). O outro, o CSP, é o terceiro na tabela, com 21 conquistados neste primeiro turno do estadual.
OUTROS RESULTADOS
A última rodada do primeiro turno do Paraibano ainda teve as vitórias do Paraíba sobre o Cruzeiro, por 4 a 3, na sexta-feira (01), em Itaporanga; do Atlético sobre o Nacional, em Cajazeiras, neste domingo, por 2 a 1,  e do Treze sobre o CSP, por 1 a 0, na segunda-feira (04), no estádio Presidente Vargas, em Campina GRande.

Campeonato do NORDESTE


Paraíba em alta
CAMPINENSE VENCE O FORTALEZA E DECIDE O NORDESTÃO COM O ASA-AL
 
Jogadores da Raposa comemoram a classificação para a final inédita de um clube paraibano no Nordestão
 O Campinense está na final da Copa do Nordeste. E não foi simples chegar à decisão do maior torneio regional do país. Neste domingo, a Raposa eliminou o Fortaleza ao vencer por 1 a 0 o segundo duelo de semifinais, no Estádio Amigão, em Campina Grande. Como o Tricolor do Pici fez apenas 2 a 1 na primeira partida, na Arena Castelão, o Rubro-Negro paraibano levou a melhor no critério do número de gols marcados fora de casa e se classificou.
Os dois jogos da final acontecem nos dias 10 e 17 de março. Melhor colocado da fase de grupos entre os quatro semifinalistas, o Campinense terá o direito de fazer a segunda e decisiva partida em seu estádio.
Vantagem do Fortaleza dura apenas um minuto
Contagiado pelo clima das arquibancadas, completamente tomadas pela torcida raposeira, o Campinense começou o jogo no ataque. Com menos de um minuto, Gleybson foi derrubado quando tentava entrar na área e o árbitro marcou pênalti. Zé Paulo bateu firme, no canto, e abriu o placar para os donos da casa.
Ao se ver sem a vantagem no marcador, o Tricolor foi obrigado a se lançar ao ataque. O Rubro-Negro, mesmo com a vitória, não deixou de buscar o segundo gol. O jogo, portanto, ficou aberto e as equipes tiveram inúmeras chances de balançar as redes ainda no primeiro tempo. Assisinho e Jackson Caucaia, pelo Fortaleza, e Bismarck e Jefferson Maranhense, pelo Campinense, quase fizeram. Nem o autor do gol conseguiu marcar. Zé Paulo acertou a trave de João Carlos, aos 43.
Tricolor não mostra reação, e Campinense quase amplia
O atacante raposeiro era persistente. Logo no início da segunda etapa, Zé Paulo carimbou novamente o poste adversário. Se não fosse de bolando rolando, talvez de pênalti saísse outro gol. O lateral-direito João Paulo foi derrubado na área e o juiz apontou para a marca da cal. Desta vez, porém, o desfecho foi diferente: Jefferson Maranhense cobrou e João Carlos defendeu.
O lance poderia ter colocado o Fortaleza de volta no jogo. Mas aconteceu o contrário. O Leão do Pici não esboçava qualquer reação, e era o Campinense quem mais esteve próximo de balançar as redes. O técnico Vica tentou mexer no time, trocando Jaílson por Julio Madureira e Marinho Donizete por André Luiz, mas nada se alterou. Aos 45, a Raposa ainda teve a chance de ampliar. Selmir, que substituíra Zé Paulo, bateu rente à trave de João Carlos. Mas o gol não fez falta. Ao apito final, o Campinense comemorou com seus torcedores no Amigão.
 
CAMPINENSE 1 x 0 FORTALEZA
Local: Amigão, em Campina Grande (PB)
Data: 03/03, às 16h
Arbitragem: Nielson Nogueira Dias (PE)
Assistentes: Jossemar Diniz (PE) e Marcelino Castro (PE)
Gols: (1-0) Zé Paulo, aos 1′/1ºT
Público/Renda: 18.689/R$ 155.518
Cartões amarelos: Jefferson Maranhense e Bruno de Jesus (CAM) ; Jackson Caucaia, Ronaldo Angelim e João Henrique (FOR)
Cartões vermelhos: Não houve
Campinense: Pantera, João Paulo (Danilo Portugal, aos 34′/2ºT), Edvânio, Roberto Dias e Panda; Wellington (Bruno de Jesus, aos 25′/2ºT), Dedé, Glaybson e Bismarck; Zé Paulo (Selmir, aos 40′/2ºT) e Jéfferson Maranhense.
Fortaleza: João Carlos, Luiz Felipe, Gabriel, Angelim e Marinho Donizete (André Luiz, aos 35′/2ºT); Jackson Silva, Lucas (João Henrique, aos 24′/2ºT), Esley e Jackson Caucaia; Assisinho e Jailson (Júlio Madureira, aos 23′/2ºT).

domingo, 3 de março de 2013

Campeonato Paraibano_ANÁLISE


O FATOR WARLEY
 
 
Por Edônio Alves
 
O campeonato paraibano de futebol tem hoje a abertura da última rodada do seu primeiro turno com a realização do clássico da capital, entre Botafogo e Auto Esporte Clube. O jogo acontece na Arena da Graça, em João Pessoa, e tem a circunstância de colocar em campo o campeão simbólico desta primeira fase do certame, o Botafogo, equipe que é a única invicta da competição e que defende esta condição contra um rival que fará tudo para tirar-lhe a invencibilidade.

Além dessa situação atrativa para os torcedores da capital, o jogo também oferece uma boa oportunidade para se conferir o talento cada vez mais afirmado, em campo, de um jogador realmente diferenciado: o centroavante Warley Silva dos Santos, ou simplesmente Warley, boleiro que nasceu em Brasília, mas que tem raízes familiares fincadas em solo paraibano, lugar que escolheu para efetivar uma das melhores fases de sua carreira exitosa de arilheiro nato.

Sua carreira começou no Coritiba, onde chegou com o apelido de Lebinha e um futebol de habilidade, velocidade e boa finalização. Não havia dúvidas, portanto, de que ali já estava em franco desenvolvimento a história de um grande atacante do futebol brasileiro. Warley Brasília - como ficou sendo chamado há época- jogou pelo Coxa a Copa São Paulo de 1997 e antes de ter suas primeiras chances como profissional acabou se desligando do clube do Alto da Glória e se transferindo para o maior rival, o Atlético Paranaense, em que foi campeão no ano de 1998.

O bom desempenho do atacante fez surgir o interesse do futebol italiano que teria pago nove milhões de dólares ao Rentistas por metade dos direitos sobre o jogador que seguiu para a Udinese.

De volta ao Brasil, jogou pelo Grêmio (2000-2001); São Caetano (2003-2004); Palmeiras (2005-2006); Brasileiense (2006-2007); Náutico (2007-2008); ABC (2008-2009); Vila Nova (2009-2010); Treze (2011); Campinense (2012) e, finalmente, chegou ao Botafogo-PB, para jogar a temporada deste ano. É bom lembrar que aqui, na Paraíba, foi campeão e vice-artilheiro pelo Treze com 13 gols marcados em 2011, além de também ter sido campeão estadual e artilheiro pelo Campinense, no ano passado, tendo marcado 22 gols ao longo da temporada.

E por que toda essa ficha corrida do Warley nesta coluna?

É para mostrar ao torcedor - afirmo eu - que vale a pena ir ao estádio da Graça, hoje, para ver o futebol arguto, fino e inteligente desse jogador que vem fazendo a diferença no campeonato paraibano deste ano, no comando do ataque do Botafogo. Até o final deste primeiro turno, que se encerra amanhã, com a partida entre Treze e CSP, em Campina Grande, Warley já marcou nove gols e divide a artilharia do estadual com Thiago Chulapa, do Treze, com o mesmo número de tentos marcados até aqui.

Contudo, não é por envergar a condição de artilheiro do paraibano deste ano, pelo menos até aqui, que venho falar desse jogador, nesse meu espaço de jornal dominical. Venho falar dele porque além de fazer bem o que um atacante deve fazer em campo, ou seja, gols, Warley é um jogador cujo talento desequilibra as forças do adversário em campo. E, pasmem, a sua maior qualidade não é fazer gols, como parece à primeira vista. Sua maior qualidade - além desta, claro - é saber jogar com ou sem a bola. Pelo menos é isto que vem demonstrando nas partidas que tem jogado pelo Botafogo ao longo deste primeiro turno do Estadual.

Inteligente, sagaz, rápido, com raro senso de colocação e faro para saber aonde a bola vai estar no momento que ele precisar dela, Warley se movimenta em campo de maneira a abrir espaços para os companheiros definirem os lances enquanto as defesas adversárias se preocupam com ele e esquecem do resto. Além disso, é um excelente "garçom", o que na gíria do futebol define aquele jogador que tem a habilidade e generosidade de abrir mão de fazer o gol para deixar que o companheiro melhor posicionado mande a bola para as redes.  Numa partida em que o Botafogo fez nove gols, por exemplo, ele deu cinco aos companheiros, se contentando com marcar apenas um. Isso já diz tudo da sua importância para o Botafogo e para o Campeonato, se é que me entendem.
Sim, uma outra coisa: esqueci de dizer que Warley também atuou uma temporada pelo São Paulo (1998-1999) e jogou na Seleção Brasileira entre os anos de 1997 e 1999. Isso também diz tudo, se é que me entendem.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Campeonato Paraibano_Décima terceira Rodada


Por antecipação
BOTAFOGO VENCE O PARAÍBA E LEVA O TÍTULO SIMBÓLICO DO 1º TURNO
 
Time do Botafogo-PB, que ainda está invicto no Estadual e já é o melhor elenco do primeiro turno
Em pé: Water Bahia (prep. goleiros); Genivaldo, Thuran, Isaías, Edgard, Hércules, Osmar e Alexandre Duarte (prep. físico) - Agachados: Celico, Warlei, Doda, Fábio Neves e Ferreira.
O Botafogo-PB garantiu o título simbólico da primeira fase do Campeonato Paraibano 2013, ao golear o Paraíba de Cajazeiras por 3 a 0, em partida disputada na tarde deste domingo (24), no estádio Perpetão, no Sertão paraibano.
Apesar de aguerrido em campo, o time de Cajazeiras, que dependia de uma vitória para continuar sonhando com as chances de permanecer na primeira divisão em 2014, deixou o Perpetão como o primeiro rebaixado do Paraibano 2013.
Hércules (45 minutos do 1º tempo), Thurran (12 minutos do 2º tempo) e Celico (26 minutos do 2º tempo) marcaram os gols do Tricolor da Maravilha do Contorno, que com o resultado chegou aos 33 pontos na tabela de classificação. A primeira colocação na primeira fase do campeonato dá ao Belo a vantagem de disputar por dois resultados iguais as semifinais da competição, além de poder jogar a segunda partida dentro de seus domínios.
O próximo compromisso do Botafogo-PB no Campeonato Paraibano 2013 será na próxima quinta-feira (28), diante do Auto Esporte, no estádio da Graça. Já o Paraíba, que apenas cumprirá tabela na próxima rodada, enfrenta o também já rebaixado Cruzeiro de Itaporanga no estádio Zezão.
 
OUTROS RESULTADOS
 
Na Arena da Graça, em João Pessoa, o Auto Esporte venceu o Cruzeiro por 1 a 0 e não corre mais o risco de ser rebaixado. Concluindo a rodada, já na segunda-feira (25), o Treze bateu o Atlético em Cajazeiras, por 2 a 1, e tornou-se o segundo time a garantir vaga na terceira fase do cameponato, ao lado do Botafogo. O CSP, por sua vez, venceu o Nacional em casa - Arena da Graça - João Pessoa -, pelo placar de 1 a 0, e tornou-se o terceiro melhor time do primeiro turno do estadual.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Campeonato Paraibano_ANÁLISE


ORDENANDO O CAOS
 
Por Edônio Alves
 
Após receber vários e-mails de amigos que me acompanham através deste blog na internet (www.meufutblog.blogspot.com.br), solicitando explicações sobre o confuso e caótico regulamento do Campeonato Paraibano deste ano, eis que me arvoro a explicar o texto da disputa do nosso certamente estadual de futebol profissional, assinado - é bom que se frise - por todos os presidentes dos clubes participantes.

Já advirto que a fórmula de disputa é confusa por duas circunstâncias complementares: o fato de a Chevrolet, que patrocina o campeonato, ter exigido a existência de uma fase final, ao contrário dos últimos anos, quando o certame era definido por pontos corridos; e o fato de dois dos nossos dez clubes da primeira divisão (o Campinense e o Sousa) estarem participando este ano, durante essa primeira fase do certame estadual, do Campeonato do Nordeste, o que faz com eles só se integrem aos embates do Paraibano, no seu segundo turno.

 Disto isto, vamos ao que prescreve a letra da lei, no capítulo IV do Regulamento do estadual, que é onde está descrita toda a forma de disputa da competição. Vou transcrever aqui os princípios gerais da disputa, conforme o texto do próprio regulamento que está à disposição do público no site da Federação Paraibano de Futebol. Em seguida, comentarei a sua aplicação prática em relação ao que já foi jogado até aqui e ao que falta ser jogado, na decorrência do campeonato, cuja partida final está marcada para o dia 12 de maio do presente ano, quando conheceremos o clube campeão paraibano de 2013. Eis como se organiza a disputa, segundo o regulamento oficial, em seus princípios gerais :

 1 - O campeonato será disputado em dois turnos e uma fase final com cruzamento olímpico;

2 - O primeiro turno será composto por oito clubes, que jogarão entre si, em partidas de ida e volta, classificando-se os dois melhores clubes, os quais terão a primeira e segunda vagas da fase final do Campeonato;

3 - Serão rebaixados os dois clubes de pior índice técnico do primeiro turno;

4 - O segundo turno será composto pelos seis melhores clubes do primeiro turno mais Campinense Clube e Sousa Esporte Clube, os quais jogarão entre si, em partidas de ida e volta, classificando-se os dois melhores clubes para a fase final do Campeonato;

5 - Os clubes já classificados para a fase final do Campeonato serão desconsiderados a fim de que sejam preenchidas, no segundo turno, a terceira e quarta vagas da fase final do Campeonato, conforme os critérios técnicos do Regulamento;

6 - A fase final será disputada através de cruzamento olímpico, onde o detentor da primeira vaga enfrentará o detentor da quarta vaga; e o detentor da segunda vaga enfrentará o detentor da terceira vaga, todos em jogos de ida e volta;

7 - Na fase final, os clubes de melhor índice técnico do primeiro turno terão o direito de mando de campo da segunda partida e de jogar pelo empate em número de pontos ganhos e saldo de gols. Caso os finalistas sejam os clubes da terceira e quarta vagas, prevalecerão os mesmos direitos ao clube de melhor índice técnico do segundo turno;

8 - Após o cruzamento olímpico, se os clubes finalistas do Campeonato forem os dois melhores do primeiro turno, terá o direito de mando de campo da segunda partida e de jogar pelo empate em número de pontos ganhos e saldo de gols, o clube de melhor índice técnico, observando-se a classificação destes nos dois turnos, conforme critérios técnicos do Regulamento.

            Concluindo, conforme o que se já jogou: Botafogo, campeão virtual do 1º turno, pegará, no cruzamento olímpico da fase final, o quarto lugar do segundo turno - que não pode ser ele nem o Treze, segundo colocado do primeiro turno, por motivos óbvios, mas pode ser Campinense ou Sousa, por exemplo. O Treze, por sua vez, pegará o terceiro colocado do segundo turno e ambos, Botafogo e Treze, decidirão suas possíveis vagas na decisão do estadual com a vantagem de fazerem as duas partidas por dois resultados iguais, mandando os seus segundos jogos em casa.

             Decorre daí que o segundo turno para Botafogo e Treze tem muita importância, sim, uma vez que eles terão o direito de, nas partidas finais, acumularem os pontos dos dois turnos do campeonato, coisa que nem Campinense nem Sousa podem fazer, já que só entram no segundo turno. É, portanto, a soma dos pontos dos dois turnos que faz com que os classificados do primeiro turno decidam o campeonato com a vantagem de jogar as finais em casa e por dois resultados iguais.